População de 6 meses a 59 anos deve se vacinar contra o sarampo em três cidades da Grande São Paulo

Cidades alvo da campanha

Os moradores das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idades entre seis meses e 59 anos, são os principais focos da campanha de vacinação contra o sarampo, que terá início na próxima segunda-feira, dia 3. Essa ação faz parte de um esforço do Governo de São Paulo para controlar a disseminação da doença na Região Metropolitana.

Quem deve se vacinar?

É fundamental que todas as pessoas dentro dessa faixa etária visitem os postos de saúde disponíveis, mesmo aquelas que já tenham recebido a vacina anteriormente. O objetivo é garantir que a população esteja devidamente imunizada contra o sarampo, uma doença potencialmente grave.

Importância da vacina tríplice viral

A vacina a ser administrada é a tríplice viral, que protege não apenas contra o sarampo, mas também contra outras doenças como caxumba e rubéola. Essa vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção de surtos, contribuindo para a saúde pública.

vacinação contra o sarampo

Dados sobre casos de sarampo

Atualmente, o cenário epidemiológico exige atenção especial, visto que o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE) confirmou até agora 15 casos de sarampo neste ano. A maioria dos casos, com 12 deles, foi registrada na capital, enquanto dois ocorreram em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. O mais recente foi em Guarulhos, envolvendo uma criança não vacinada.

Sinais e sintomas a serem observados

É essencial que os viajantes, especialmente aqueles que visitaram países durante a Copa do Mundo, fiquem atentos aos sinais de sarampo. A assessora em saúde pública do CVE, Nathalia Franceschi, alerta que os principais sintomas incluem:

  • Febre
  • Tosse
  • Rash ou manchas avermelhadas pelo corpo
  • Coriza
  • Conjuntivite
  • Mal-estar geral

Vacinação em outras cidades do estado

Além das cidades foco, em outras localidades do estado de São Paulo, está sendo promovida uma ação de multivacinação que visa atualizar a Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Essa mobilização se destina a identificar e aplicar doses em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.



Os responsáveis devem levar as crianças e adolescentes às Unidades Básicas de Saúde (UBS) com a Caderneta de Vacinação e um documento de identificação. Vale ressaltar que a falta de comprovante anterior não impedirá o atendimento.

Acesso a informações sobre vacinação

O Governo de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas. Esse portal contém respostas para diversas perguntas frequentes sobre vacinação, abrangendo temas como segurança, eficácia, possíveis eventos adversos e riscos da não vacinação. O site pode ser acessado em vacina100duvidas.sp.gov.br.

Vacinas disponíveis durante a campanha

Durante a campanha, os postos de saúde estarão oferecidos diversas vacinas, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. As vacinas disponíveis incluem:

  • BCG
  • Hepatite B
  • Pentavalente
  • Poliomielite inativada
  • Rotavírus
  • Pneumocócica conjugada
  • Meningocócica C (conjugada)
  • Meningocócica ACWY (conjugada)
  • Influenza
  • Covid-19
  • Febre amarela
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela
  • DTP
  • Hepatite A
  • HPV

Como atualizar a caderneta de vacinação

A atualização da Caderneta de Vacinação é essencial. Os responsáveis devem observar que mesmo na ausência de um comprovante de vacinas anteriores, é recomendável procurar uma unidade de saúde. Segundo Nathalia, “se não houver comprovação da dose, é fundamental que a população busque o diagnóstico e avaliação de profissionais de saúde. Eles são treinados para garantir que as imunizações sejam feitas corretamente.”

Importância da imunização em massa

A vacinação em massa desempenha um papel vital na saúde pública, ajudando a criar uma barreira de imunidade que dificilmente permite a propagação de doenças. A meta do Ministério da Saúde é alcançar uma cobertura de 95% para cada dose fornecida. Os dados preliminares indicam que, em 2026, a cobertura foi de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda dose da tríplice viral. Essas estatísticas ressaltam a necessidade de maior adesão à vacinação.



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