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São Bernardo do Campo é um município brasileiro do estado de São Paulo, na mesorregião Metropolitana de São Paulo e microrregião de São Paulo. A área total do município é de 408,45 km² e sua população estimada em 1º de julho de 2009, segundo o IBGE, era de 810.979 habitantes, o que resulta em uma densidade demográfica de 1.962,5 hab/km². A cidade detém esse nome em honra a São Bernardo de Claraval, santo patrono da cidade. Às vezes os são-bernardenses são chamados de batateiros.

História

Pode-se dividir a história de São Bernardo do Campo em várias fases. A primeira, intimamente ligada às das vizinhas Santo André e São Paulo, se iniciou em 1550, quando a cidade de Santo André da Borda do Campo começou a se organizar. No início de 1550 os padres jesuítas que desbravaram o Brasil em busca de catequizar os índios descobriram que na região de São Bernardo do Campo havia índios canibais. Seu fundador foi João Ramalho, que se casou com a índia Bartira, filha do cacique Tibiriçá dos índios guaianases que posteriormente tornou-se alcaide. A oficialização da cidade se deu em 8 de abril de 1553, quando foi erguido o pelourinho da vila denominada Santo André da Borda do Campo. Essa fase teve fim no ano de 1560, quando seus habitantes foram transferidos para São Paulo de Piratininga. A documentação do período hoje se encontra arquivada na cidade de São Paulo. Após esse evento, a vila vive um período de grande estagnação, sendo transformada em uma grande sesmaria, da qual Amador de Medeiros era o provedor. O mesmo Amador de Medeiros doa a sesmaria aos monges beneditinos do Mosteiro de São Bento, que a transformam em duas grandes fazendas, a de São Caetano e a de São Bernardo, em 1717.

A população residente no núcleo da Fazenda de São Bernardo manifestou a vontade de erigir uma nova igreja, mas não poderia fazer isto em terras do mosteiro. Por conta disso, foi realizada a transferência da sede da vila, que ficava na margem esquerda do Ribeirão dos Couros (hoje Ribeirão dos Meninos), para outro ponto, às margens do mesmo rio, onde, em 1812, surge a Igreja Matriz e são traçadas as primeiras ruas, derivadas da Estrada Geral de Santos (Caminho do Mar ou Estrada do Vergueiro), que seriam o ponto inicial do núcleo urbano do município.

Em 1812, o Marquês de Alegrete eleva São Bernardo a freguesia. Em 1890, com a instalação do Governo Republicano, São Bernardo se torna município, ainda abrangendo Santo Amaro e todas as demais cidades da atual Região do Grande ABC. Após algum tempo, Santo Amaro se torna município independente e separa-se de São Bernardo, sendo, depois (em 1935), anexado pela capital, tornando-se um distrito.

Com a abertura da São Paulo Railway, em 1867, ligando São Paulo a Santos, ocorre o abandono da Estrada Geral de Santos, provocando, assim, nova estagnação no crescimento da sede do município (a atual São Bernardo do Campo). A estação de São Bernardo, distante da sede do município e conhecida por Bairro da Estação, passa a constituir um núcleo urbano a partir de 1867. Mais tarde, em 1910, por solicitação dos habitantes deste núcleo, a estação passa a ser denominada pela São Paulo Railway como “Santo André”, em homenagem à vila fundada por João Ramalho. Nascia então o futuro município de Santo André.

Em 1938, por decreto do governador do estado de São Paulo, Ademar de Barros, Santo André passa a ser a sede do município de São Bernardo, e não mais a vila de São Bernardo, pois o núcleo/distrito de Santo André alcança prosperidade devido à proximidade da ferrovia. Desta forma, ilustres habitantes da vila de São Bernardo fundam a “Associação Amigos de São Bernardo” com o objetivo de alcançar a emancipação político-administrativa do município, que acabou sendo alcançada em 30 de novembro 1944 e oficializada em 1° de Janeiro de 1945, com a instalação do município de São Bernardo do Campo, desmembrado de Santo André, sendo o seu primeiro prefeito Wallace Cockrane Simonsen, presidente da associação que almejava a emancipação.

O nome São Bernardo “do Campo” homenageia Santo André da Borda do Campo, vila fundada por João Ramalho, e foi escolhido por já haver uma cidade no estado do Maranhão com o nome São Bernardo.

Em 1957, ocorre a emancipação política de Vila Conceição, que se torna um novo município com o nome de Diadema.

Ainda nas décadas de 50/60 do século XX, São Bernardo do Campo recebe o parque automobilístico brasileiro, então em franca expansão. O parque chega para alavancar de uma vez por todas o desenvolvimento do município, que, de 60.000 habitantes em 1960, passa a ter 740.000 já em 2000. Desta forma, a indústria automobilística/autopeças passa a designar a cidade como a “Capital do Automóvel”. Além desse título, a cidade ostenta o de Capital da Indústria Moveleira, que veio ainda no século XIX, com a produção de móveis pelos primeiros imigrantes europeus.

A partir da década de 1980, a cidade cresce até chegar aos anos 90, período de estagnação econômica e fuga de empresas sediadas no município que procuram por cidades com melhores condições logísticas e impostos mais baixos

Com novas políticas de incentivo ao crescimento do governo federal, a cidade volta a crescer a partir de meados de 2005, e hoje a indústria voltou a gerar emprego. Apesar disso, o setor de comércio e serviços continua emergente e já configura parte importante da vida econômica da cidade.

Economia

Desde a década de 1950, a Cidade São Bernardo teve sua economia baseada na indústria automobilística – sede das primeiras montadoras de veículos do Brasil, tais como Volkswagen, Ford, Scania, Toyota, Mercedes-Benz, Karmann Ghia – além de indústrias de tintas como a Basf, que produz as tintas Suvinil, e das indústrias de autopeças que as suportam e a maior planta industrial do mundo de dentifrícios da Colgate-Palmolive.

Na década de 1990, a economia da região teve uma grande diversificação, o que elevou a importância do setor de serviços na cidade. O comércio é variado e encontrado em todos os bairros, destacando-se o tradicional comércio da Rua Marechal Deodoro e adjacências, e o conhecido nacionalmente Centro Moveleiro da Jurubatuba, que dá a São Bernardo do Campo a denominação de Capital do Móvel. A construção civil e a reforma urbana se impulsionaram em 2008, com a construção do trecho sul do Rodoanel, um anel viário da Região Metropolitana de São Paulo, na Avenida Pery Ronchetti com a duplicação e canalização do córrego Saracantan, além da construção de muitos edifícios, a maioria residencial, com reformas do Shopping Metrópole, do Golden Shopping a inauguração do Shopping Coração e da nova Câmara Municipal da Prefeitura da cidade. A cidade de São Bernardo do Campo é atendida pelas seguintes rodovias: Rodovia Anchieta, Rodovia dos Imigrantes, Rodoanel, SP-31 Rodovia Índio Tibiriçál e Caminho do Mar

Transportes

O município é atendido por ônibus da empresa SBCTRANS, consórcio que opera as linhas municipais, pela EMTU, que opera o Corredor Metropolitano São Mateus – Jabaquara, interligando São Bernardo do Campo (Terminal São Bernardo e Terminal Ferrazópolis) aos municípios vizinhos de Diadema, Santo André e São Paulo, além de ônibus de empresas que gerem linhas intermunicipais que passam por São Bernardo. A ETCSBC, extinta no final dos anos 90, ainda existe mas somente gerencia o transporte municipal.

Rodovias

São Bernardo do Campo é atendida pelas seguintes rodovias:

SP-150.png Rodovia Anchieta – principal acesso à cidade.

SP-160.png Rodovia dos Imigrantes

SP-021.png Rodoanel

SP-31 Rodovia Índio Tibiriçá

SP-148.png Caminho do Mar

Vídeo Sobre São Bernardo do Campo

Mapa de São Bernardo do Campo